sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Já sei o que quero para o Natal!


Até estou afogueada! Até me custa a respirar. Mas eu tenho uma autêntica ADORAÇÃO pelo trabalho deste senhor, em especial pelos desenhos, o seu traço... E isto é como se fosse um sonho tornado realidade. É o meu must-have deste Natal (será que aguento até lá sem o encomendar?). Alguém se chega à frente?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Conversas da hora do almoço

Hoje deu-nos para nos lembrarmos das visitas de estudo que fazíamos nos tempos de escola. E, como se não bastasse, ainda vimos um grupo de adolescentes a entrar numa carrinha, talvez estivessem precisamente a meio de uma. E ocorreram-nos alguns dos sítios mais memoráveis. As ruínas romanas de Conímbriga, o mosteiro de Alcobaça e o da Batalha, o Planetário, o Mosteiro dos Jerónimos, o Convento de Mafra, a Gulbenkian...

Uma das que mais gostei foi precisamente a uma unidade fabril qualquer que produzia mel em doses industriais. Lembro-me de ver os favos, as máquinas para a extracção do mel, de aprender a identificar a abelha-rainha e de comer uma bolachinha com mel que era absolutamente delicioso. Tinha 6 anos.

E vocês? Quais as vossas visitas de estudo preferidas? Ainda se lembram?
Ontem à noite escapei-me ao jogo e fui ao cascaishopping com o gajo (como diria o meu tio) para ele trocar um casaco. Munida do meu cheque-prenda da Mango, que vem desde o meu aniversário, e de uma vontade de renovar (ainda que parcamente) o meu guarda-roupa de Inverno, uma vez que constatei que estou gravemente desfalcada no departamento de camisolas e que uso algumas com mais de doze anos que já estão curtas e gastas e sem graça nenhuma nem nada a ver do meu corpo de 15 anos para o meu corpo de 27 anos, lá fui entusiasmada. E estou profundamente desiludida.
Não fiz uma vistoria pelas lojas todas porque as compras eram mais dele que minhas, e eu também não ia no espírito de comprar até cair para o lado, mas foi o suficiente para me deprimir um bocado. Não há camisolas giras. Ponto. E não há camisolas quentes. Pelo menos onde fui espreitar. Na Pull and Bear dei-me ao trabalho de confirmar que de facto não havia uma única camisola de lã, apenas de algodão fininhas fininhas, e apenas casacos de manga curta, ou só coletes. Tá tudo louco ou sou só eu que sou friorenta?
Escusado será dizer que saí de lá de mãos a abanar. Quer dizer... Mais ou menos. Trouxe dois livros. Não foi de todo uma noite perdida!

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O mais qualquer coisa

Começo a abominar aquela mania de escrever (especialmente em revistas cor-de-rosa e afins), cada vez que se fala, por exemplo, do Joaquim de Almeida, "o mais internacional actor português". Não é por nada, mas parece que, numa língua tão vasta e rica como a nossa, não há mais adjectivos que digam estamos-orgulhosos-dele-mas-a-ética-impede-nos-de-o-manifestar, ou nem-vamos-com-as-trombas-do-gajo-mas-temos-de-dizer-qualquer-coisa-mais-ou-menos-positiva.
E quem diz Joaquim de Almeida diz Cristiano Ronaldo, "o melhor jogador de futebol do mundo", ou o nosso "special one" Mourinho, etecétera. Esta mania de os qualificar de uma maneira simpática e abonatória, para nos lembrarmos que há portugueses de sucesso lá fora e que temos de nos orgulhar e bradar aos céus que Hollywood, a Fifa e o Abramovich terem posto os olhos neles... irrita-me! Pronto, já o disse.

I heart

Acabei ontem. O esforço que fiz para não me desatar a rir no comboio. Grande livro!
(e, apesar de achar um pouco redutora a visão do deus de Saramago, há que dizer que o homem pôs as coisas numa perspectiva deliciosa)

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Porque há dias em que dá gozo ser designer...(III)

As pesquisas... Quando são bem direccionadas, quando há informação que vale a pena, quando há todo um mundo de possibilidades pela frente dá um gozo enorme e impulsiona a criatividade. Há dias deparei-me com estas publicidades, e isto é verdadeiramente inspirador. E estou em crer que vou por em prática esta brincadeira muito brevemente...

(Claro, isto fica minúsculo aqui, cliquem na imagens para aumentar pff)
Ontem revi parcialmente e pela milésima quarta vez este filme. Não interessa se o apanho no início, a meio, a mais de meio, ou mesmo no finzinho de tudo, acabo inevitavelmente suspensa no ecrã. Já quase que sei todo aquele monólogo final, mas arrepio-me sempre quando ouço a sentença, simples e directa do Kevin Spacey "...Someday you will". Adoro-o do início ao fim, adoro a premissa, a estória, adoro as interpretações, adoro o Kevin e toda a sua evolução interior. Adoro aquele pequeno vídeo do saco de plástico a voar ao sabor do vento. Adoro a sensação de paz que fica no fim, de desejar que possa morrer feliz como o Lester.
Ontem ocorreu-me que talvez este seja o meu filme preferido de sempre, e logo eu que nunca elejo preferências em nada, tais são as minhas indecisões. A verdade é que nunca me canso de o ver, nunca me canso de me surpreender, nunca me farto, e descubro sempre mais qualquer coisinha merecedora de atenção. E assim terminei o meu domingo.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Já decidi!

Quando for grande quero ser como a Eva.

Sexta-feira 13

Tinha eu acabado de decidir que lá por ser sexta feira treze não tinha cá de recear nada, eu até não sou assim tão supersticiosa, e enquanto recito para mim mesma que "hoje vai ser o meu dia de sorte" enquanto chegava à estação de comboios, percebo que hoje é dia de comprar passe. Resignada a perder o comboio com este pequeno atraso, lá descubro que a bilheteira em Oeiras está fechada. Menos mau, perco menos tempo, compro só um bilhete na máquina e no cais do sodré compro o passe. Chego ao comboio e um casalzinho ocupou o meu lugar do costume (sou mesmo uma gaja de hábitos). Resmungo e procuro outro do mesmo género, mas claro que não é a mesma coisa! Entretanto chego ao Cais e está uma fila de todo o tamanho na bilheteira. Lembro-me que tinha bilhete do metro e decido apanhá-lo, apesar de detestar fazê-lo, ainda para mais de manhã. E lá fui, meio resmungona, meio adormecida, a pensar nos lugares confortáveis no autocarro e em como posso dormir quase toda a viagem em vez de trocar de linha duas vezes e andar a empurrar pessoas. Mas chego ao meu destino, compro finalmente o passe e fui das primeiras a chegar ao trabalho. E o andar de cima anda em obras há 3 dias e resolveu começá-las mais cedo hoje. Isto promete!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Vira o disco e toca o mesmo


Qual é a motivação/falta de originalidade/insistência parva em se fazer votações e eventos ligados às 7 maravilhas?
No início teve a sua piada, ah e tal, era a reeleição das 7 maravilhas do mundo, foi cá em Portugal, na Luz, ai que honra, ai que espectáculo, até veio cá a Jennifer Lopez e tudo! E agora, depois de termos aproveitado a deixa para eleger as 7 maravilhas de Portugal, seguida das 7 maravilhas portuguesas no mundo, eis que surgem as 7 maravilhas naturais de Portugal.
Já se parava com isto, não?

Estou toda orgulhosa de mim

Sentimento raro, este, mas ando toda contente comigo mesma, porque cada vez menos levo as coisas a mal. Eu explico. Sempre me deixei abater e influenciar pelas pequenas coisinhas que às vezes aborrecem no dia-a-dia. Uma boca parva, um atraso qualquer, uma pequena injustiça, etc.... Era um stresse, um contínuo descontentamento, uma agonia na boca do estômago.
Mas ultimamente, não sei bem a propósito de quê, pumbas!, estou serena e completamente desligada dessas coisas.
Nunca me tinha acontecido, pelo menos com esta frequência e com esta sinceridade de mim para mim, antes engolia e ficava de trombas, agora simplesmente esqueço, e não penso mais nisso.


Eu adorei este programa quando estreou. Ainda era um simples projecto, com um formato que já tinha provado ter sucesso lá fora, e que nos ensinava de tudo sobre decoração (especialmente a parte do reaproveitar as coisas antigas). Ora passaram-se uns aninhos, ganhou-se uma notoriedade grande, acrescentam-se uns decoradores mais tiozecos, uma mão-de-obra mais especializada, uns quantos patrocínios, e, quando damos por nós, estamos a assistir um programa da treta.
Não que não mantenha a sua finalidade interessante como sempre, não que não apareçam resultados deslumbrantes (ou não) no final, não que não continuemos a aprender coisas, mas há qualquer coisa que se perdeu. E eu cá acho que é a qualidade, a estrutura do programa, o torná-lo apelativo.
Se antes a Sofia entrevistava os decoradores com isenção e profissionalismo, hoje em dia encenam diálogos ridículos, completamente teatrais e forçados, sem nenhum interesse palpável. Se antes recorriam a um patrocínio para um electrodoméstico qualquer, por exemplo, lá vinha um representante da marca falar claramente sobre os benefícios do produto, enquanto hoje em dia vão para lá os trabalhadores e empreiteiros ligados à marca, mais uma vez a largar um qualquer texto memorizado sem entoação, sem uma tentativa de pelo menos fazer com que aquilo pareça uma conversa normal. Se antes explicavam tudo com calma e neutralidade, hoje em dia sabemos que existem ferramentas que fazem as coisas, então a explicação é mais prolongada no funcionamento do pincel-a-jacto do que nas condições em que deve estar o móvel antes de se começar a pintar.
Pelamordedeus! É que eu até gostaria de seguir o programa como antigamente, procurar as dicas úteis e as ideias originais, mas cada vez mais o programa é levado a um extremo em que se glorifica o génio dos decoradores e o quão bom é o que eles fazem, que já não se encontra aquele objectivo de programa descontraído e profissional que nos tinha habituado. Bad move!

(apesar de tudo, ainda se conseguem tirar algumas ideias ali pelo meio, mas já lá vai o tempo em que ligava a tv precisamente à hora em que começava, hoje em dia é mais frequente mudar o canal...)
Este frio que parece que se vai instalar finalmente, começa a despertar a lontrinha que há em mim. É que só me apetece calçar as pantufas, esponjar-me no sofá, embrulhar-me em mantas quentes e petiscar comidinha saborosa, e ninguém me tirar dali durante horas a fio, enquanto devoro séries e filmes. Ainda para mais, ando cheia de trabalho e de stresses esta semana (que, felizmente, andam a resolver-se bem, apesar de tudo) e a dormir insuficientemente, por isso, um miminho destes para além de me saber bem era muito merecido!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Respiro fundo e mais um passinho para a frente. Vai aos poucos, mas vai.

Sempre tive uma forte predilecção pelos guarda-redes. Para já, quando eu me atrevia a jogar futebol, era a única posição que eu realmente gostava de jogar e em que até me safava.
Por isso gostava bastante dele, confesso inclusive, uma fase de teenager-parvinha em que acalentei uma pequena paixão platónica, apesar dele ser loirinho. Essencialmente era bom no que fazia, defendia bem os penalties, vestia a camisola. E parecia simpático. E não é por ter sido do meu Benfica, que estas coisas afectam-me sempre, mas estou tão chocada com esta morte, ainda mais por ter sido suicídio, aos 32 anos. Que golpe! Ainda para mais, ele e a mulher já tinham perdido uma filha há 3 anos. Como perceber que alguém tão próximo está prestes a desistir da vida? Como seguir em frente depois disto? Estou cheia de perguntas na cabeça e a confusão que isto me faz...
É que já paravam de morrer, só por este ano, pode ser?

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

O casamento foi lindo. Já imaginava um dia em família, com muita gargalhada e união à mistura. Calculava que os primos (quando nos juntamos ninguém nos pára) fossem criar momentos de risota e diversão, mas não imaginava que íamos dominar a festa. Sabia que ia chorar, mas não sabia que ia ficar engasgada até hoje. Imaginei que iríamos chocar a família do noivo, mas o ambiente foi incrível.
Superou todas as expectativas e estou tão feliz pela P., a única prima direita que tenho, que era a rebelde da família, a assentar e a sentir-se harmonizada e feliz. Já na despedida de solteira nos tinha confidenciado que desta vez está a gostar de tirar o curso superior (desistiu por duas vezes, de dois cursos) e, depois do stresse de organizar o casamento pôde finalmente gozar o momento. E como gozou! Dançou até não poder mais, bebeu até aguentar, e teve uma energia imparável. Disse a todos o quanto gostava deles, inclusive a pessoas que nunca tinha visto antes, e, claro, naqueles momentos em que pudémos estar a sós, falou-me da minha mãe e do quanto gosta de nós. E eu pude também dizer-lhe o quão especial ela é. Enfim, mariquices que o álcool traz à superfície e que se não dizemos, rebentamos.
Até o meu homem estava imparável! Dançou até ficar com os pés doídos (os meus ficaram absurdamente massacrados com o sapatinho, tanto que passei metade do tempo descalça, com as meias todas rotas), puxou-me para coreografias, ensandeceu com os meus dois primos mais velhos, e acompanhou a noiva nos passos de dança mais loucos. Conversámos enquanto fumávamos cigarrilhas e charutos, e rimos até à exaustão. Tirei fotos sem cabimento algum, e não encomendei nenhuma foto oficial (terei de tratar disto). Perdi o partir do bolo, mas cheguei a tempo de comer meia fatia e de brindar com os meus. Depois veio um vídeo que nos fez chorar primeiro, e chorar a rir depois. A minha tia, de pé partido e de muletas ainda deu uns passinhos de dança ao pé-coxinho que pareciam a dança da chuva.
O dia acabou cedo, mas tinha começado muito cedo também. E mesmo assim fomos dos últimos. Regressámos estafados e cheios de frio, mas felizes e animados.
Não mudava uma vírgula, foi perfeito. E com este se encerra o capítulo dos casamentos, pelo menos deste ano (que foram três!). Chave de ouro, mesmo!

E o casamento?

Chorei, chorei, dancei, chorei, dancei dancei, abracei muita gente e chorei mais um bocadinho...
(ainda estou algo emotiva, mas isto passa... ou não!)

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Acho que não me fazia muito mal sair de vez em quando durante a semana. Estou de rastos, é verdade, mas no meio das contrariedades estou cá com um sossego na cabeça que nem me acredito...
As semanas ultimamente passam a correr. Até ando meio zonza com tanta coisa a acontecer e a rapidez com que tudo tem que ser feito. Dá vontade de pedir ao mundo para parar só um bocadinho, que eu preciso de dormir e não pensar em nada. Vá lá....

(e já agora, Universo, calma aí com as más surpresas, que um dia destes dá-me um treco e depois quero ver como te safas)
E hoje é o dia em que mais maquilhagem trago para o trabalho! Por que será hein?
(nunca um corrector de olheiras foi tão amado, digo-vos!)